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obesidade

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Conceituando a Obesidade.

 

Conforme Ballone (2003, s.p.) a psiquiatria apresenta graus variáveis entre estar perfeitamente normal e perdidamente doente, ao contrário da obstetrícia, onde a pessoa está ou não está grávida; não há meio-termo. Com a obesidade dá-se o mesmo que na psiquiatria, ou seja, graus variados, indo desde o sobre-peso discreto até a obesidade mórbida.

 

Os dados relacionados aos números de obesos no Brasil e no mundo além de informar, causam pânico entre os gordinhos. A indústria da obesidade, das dietas, das academias de ginástica, da tirania da estética é gigantesca.

 

Nossa cultura, altamente consumista, tem por hábito a ingestão excessiva de alimentos supérfluos, como balas, bolachas, salgadinhos, etc. Inclusive no relacionamento social, agraciamos nossas visitas, amigos, clientes ou grupos culturais com jantares, lanches, happy hour, cafezinho, bolo, etc.

 

Não é fácil a obtenção de uma classificação que separe com precisão indivíduos obesos e não obesos. A heterogeneidade da raça humana estimulou a criação, pelos estudiosos do assunto, de diversas definições, cálculos, tabelas, enfocando aspectos qualitativos e quantitativos. Mas, qualquer que seja o parâmetro ou a definição empregada, não há como separar o termo obesidade de excesso de gordura corporal.

 

Denomina-se obesidade uma enfermidade caracterizada pelo acúmulo excessivo de gordura corporal, associada a problemas de saúde.

 

Um indivíduo é considerado obeso quando a quantidade de tecido adiposo aumenta em uma extensão tal que a saúde física e psicológica são afetadas e a expectativa de vida é reduzida. A quantidade de tecido adiposo pode ser medida precisamente por tomografia computadorizada, sendo normal em adultos de sociedades ocidentais modernas valores entre 20% a 30% para a mulher e 18 a 25% para o homem, em relação ao peso corporal total; um jogador profissional de futebol tem cerca de 10% a 12% e um corredor de maratona cerca de 7% de massa de gordura.

 

O índice de massa corporal (IMC) é uma medida que relaciona peso e altura, que tem excelente correlação com a quantidade de gordura corporal e é largamente usado em estudos epidemiológicos e clínicos. O IMC é calculado dividindo-se o peso corporal (em kg) pela altura (em m) elevada ao quadrado e expressa-se em kg.m².

 

 

Calcule seu índice de Massa Corporal (IMC), clicando no link abaixo:

Calculadora

 

 

 

Embora o IMC permita uma avaliação bastante rápida e prática da obesidade, é imperativo lembrar que esse índice possui algumas limitações, de modo que pessoas muito musculosas, ou a presença de cifose importante podem apresentar Índice de Massa Corporal falsamente elevado. Os músculos apresentam densidade maior do que gordura, daí a falsa impressão de aumento de peso quando a pessoa inicia alguma atividade física, por que esta causa o aumento da massa muscular e diminuição da gordura corporal, no caso da cifose, desvio da coluna vertebral onde a pessoa fica com o aspecto “corcunda”, pode influenciar a altura da pessoa e apresentar um falso resultado no teste de IMC, por este se basear no peso e altura.

 

A mortalidade relacionada à obesidade aumenta de forma alarmante e exponencial a partir do IMC 30 kg.m². O risco de morte prematura duplica em indivíduos com IMC >35 kg.m². Morte súbita inexplicada é 13 vezes mais freqüente em mulheres obesas com IMC >40 kg.m² quando comparadas a mulheres de peso normal.

 

De maneira geral, os depósitos de gordura se concentram na camada de gordura localizada entre a pele e os músculos e na região intra-abdominal (gordura visceral). O tecido adiposo já foi considerado um mero depósito de células gordurosas, hoje está provado que ele é a maior glândula endócrina do organismo,responsável pela produção de hormônios e outras substâncias reguladoras, hormônios ligados à hipertensão e ao apetite, como a lepitina, por exemplo. Quanto mais gordura, maior a produção desse hormônio que age no cérebro e faz diminuir o apetite. O obeso tem muita lepitina, e desenvolve resistência a ela. Se não fosse assim, ninguém seria gordo. O tecido adiposo afeta quimicamente o funcionamento de todo o organismo, chegando até a provocar a formação de tumores malígnos.

 

A gordura visceral é aquela que se acumula perto dos órgãos, embora mais fácil de perder, ela é mais ativa e produz substâncias mais danosas ao organismo, estão relacionadas a ela doenças no fígado, diabetes tipo 2, infarto, a trombose, o câncer e até a cirrose.

 

A forma da distribuição das gorduras no organismo determina a risco de enfermidades. As pessoas que tem tendência a acumular gordura na parte superior do corpo - gordura intra-abdominal - apresentam o corpo tipo andróide, geralmente chamado forma de “maçã”, têm uma tendência maior a contrair doenças relacionadas com a obesidade, esse tipo de gordura, que se aloja em torno das vísceras, se comporta metabolicamente de forma nociva, podendo se depositar dentro das células musculares e do fígado, causando problemas hepáticos graves. Pesquisas mostram que mulheres com uma medida da cintura maior que 88 centímetros, ou homens com a medida da cintura maior que 100 centímetros, podem ter maior risco de sofrer enfermidades do que aqueles com menor medida de cintura devido a onde a gordura está localizada. As pessoas que tem tendência a acumular gordura na parte inferior do corpo - nos quadris, coxas e nádegas - apresentam o corpo tipo ginóide, frequentemente designado forma de “pêra”, um quadro menos perigoso que o anterior.

 

O Índice cintura-quadril relaciona a circunferência abdominal com o perímetro do quadril. É um indicativo indireto de como a gordura está distribuída no organismo.

A fórmula para calcular este índice é:

 

ICQ = perímetro cintura (cm)/perímetro quadril (cm)

 

Um resultado superior a 1 para homens ou 0,8 para mulheres indica que há excesso de gordura abdominal e isso pode representar risco à saúde como, por exemplo, para doenças coronarianas.

 

 

Bibliografia:

 

BALLONE, GJ – Obesidade, in Psiqweb, Internet, disponível em http://www.psiqweb.med.br/infantil/obesid.html> revisto em 2003

 

MANTOVANI, FLÁVIA; DÁVILA, Marcos. Corpo "em forma de maçã" é mais suscetível a problemas de saúde. In: Folha de São Paulo, Internet, Disponível em http://www1.folha.uol.com.br/folha/equilibrio/noticias/ult263u3962.shtml, acesso em 28.08.2006.

 

MANCINI, Marcio C., Carra, Mario K. Dificuldade diagnóstica em Pacientes Obesos - Parte I – in Abeso, Internet Disponível em http://www.abeso.org.br/revista/revista3/dif_parte1.htm, acesso em 21.08.2006.

 

S.I. Gordura. in Wikipédia, Internet, disponível em http://pt.wikipedia.org/wiki/Gordura, acesso em 23.08.2006.

 

S.I. Peso e a medida abdominal da cintura. In copacabanarunners, Internet, disponível em http://www.copacabanarunners.net/cintura.html, acesso em 24.08.2006

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